Os problemas crônicos de saúde, como a diabetes, podem aumentar as chances de desenvolver um quadro mais grave nos casos de dengue. É o que revela um estudo publicado pela revista científica holandesa Elsevier. Conforme a pesquisa, O risco de hospitalização de pessoas com diabetes que contraíram dengue é de 63%. Enquanto os não diabéticos possuem, em média, 38% de risco de terem que ficar internados.
Para o estudo, foram avaliados 936 pacientes diagnosticados com dengue, sendo que 184 eram diabéticos e 752 não diabéticos. O médico endocrinologista Flavio Cadegiani explica que a diabetes pode potencializar quadros de inflamação, como as infecções por dengue.
“A diabetes é uma doença muito inflamatória, então ela potencializa a infecção causada pela dengue. Os estudos mostram potencial chance de complicações secundárias às questões de redução de plaquetas e da forma hemorrágica por um potencial sinergismo. Como se a diabetes potencializasse a capacidade da dengue de causar dano”, explica.
Ainda de acordo com o estudo, as pessoas com diabetes eram idosas. Segundo o médico infectologista Werciley Júnior, pessoas idosas são mais suscetíveis a desenvolver a dengue grave porque neste grupo a prevalência de doenças crônicas é maior.
“A dengue pode descompensar as doenças prévias. Então, automaticamente torna-se uma pessoa mais difícil de cuidar, porque você tem que compensar doenças preexistentes. Então, a doença crônica é um fator de risco, porque há chance de ela estar estável e ficar instável é muito grande”, completa.
De acordo com um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde em novembro de 2023, 88,6% das mortes confirmadas no ano passado apresentavam pelo menos uma comorbidade, sendo as mais prevalentes a hipertensão arterial, com 53,3%, seguida da diabetes, com 28,8%. Desse total, houve predomínio do sexo feminino, com 52% e idade média de 66 anos.
Os especialistas alertam sobre os riscos da dengue diante do atual cenário epidêmico no Brasil. Segundo o endocrinologista Flavio Cadegiani, pessoas que têm diabetes precisam ampliar as medidas de proteção contra a dengue.
“Tem que redobrar ainda mais os cuidados em relação à água parada e eu tenho recomendado, inclusive, evitar locais muito rurais até que a gente consiga ter uma redução dessa epidemia de dengue que a gente tem vivido. E a vacinação é recomendada até 60 anos. Só que a vacinação ela começa a fazer feito com 2 semanas. Então, neste período, até diante das dificuldades de disponibilização das vacinas, a precaução tem que vir em primeiro lugar. Mas assim que começar a ter disponibilização das vacinas, a vacinação se torna mandatória”, ressalta.
Moradora de Brasília, a babá Dirce de Carvalho, de 56 anos, tem diabetes e t
eve dengue em 2022. Ela conta que ainda não conseguiu se vacinar contra a dengue, mas que pretende assim que estiver disponível.
“Eu tive dengue e sofri muito. Os primeiros sintomas foram o estômago enjoado, muita dor de cabeça, muita dor no corpo e muita febre também. Eu não cheguei ficar internada, mas fiquei muito ruim de cama, não conseguia levantar para nada, não consegui comer nada e eu fiquei 8 dias muito mal, com muita dor. Eu não tomei a vacina ainda porque não tem na rede pública. Espero que venha a ter a vacina para todos nós, porque não é fácil. É uma doença que acaba com a pessoa”, relata.
Se a pessoa tiver dengue, Cadegiani explica que a orientação é buscar atendimento médico. Segundo ele, é preciso ficar atento aos chamados sinais de alarme para as formas mais graves da doença, como vômitos, dor abdominal intensa e hemorragias.
“Em caso de dengue, é preciso hidratar muitíssimo bem, tentar manter um bom controle glicêmico com a sua terapia. Manter uma alimentação saudável sem exagerar em carboidratos para não piorar a glicemia, que também pode ser fator agravante. E, ao menor sinal de complicação, buscar atendimento médico. Pacientes com diabetes devem ter preferência para atendimento médico em relação a pessoas que não têm complicações comorbidades”, diz.
Conforme o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou 973.347 casos prováveis de dengue em 2024 e 195 mortes pela doença. Outras 672 mortes estão sob investigação.
Conforme a pasta, o país tem um coeficiente de incidência de 479,3 casos a cada 100 mil habitantes. Distrito Federal, Minas Gerais, Espirito Santo, Paraná, Goiás e Acre apresentam as maiores taxas de incidência da doença.
O estado de Minas Gerais é o que apresenta o maior número de casos prováveis com 332.306. Em seguida aparecem São Paulo (170.017), Distrito Federal (100.078), Paraná (98. 432), e Goiás (58.201).
Imagem de Tesa Robbins por Pixabay
Fonte: Brasil 61
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