A Justiça de Santa Catarina baixou nesta quinta-feira (18) a multa imposta a Janaína Demétrio e Heins Hackbarth Junior, pais de três crianças sem vacinação em Santa Catarina, de quase R$ 1 milhão para R$ 30 mil. As informações são do G1/SC. O juiz Eduardo Felipe Nardelli aplicou o artigo 537 do Código de Processo Civil, que permite rever ou até cancelar a penalidade quando houver descumprimento de ordem judicial, e fixou R$ 10 mil para cada filho.
PARTICIPE DE NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA AS NOTÍCIAS DO TÍLIAS NEWS
Multa, defesa e disputa sobre as vacinas
Antes da revisão, a cobrança chegava a R$ 312.155,88 por filho, somando R$ 936.467,64. A sentença original, divulgada em 26 de junho de 2024, previa multa diária de R$ 500 por criança caso o casal não regularizasse o calendário vacinal em até 45 dias. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve a decisão de primeira instância.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) havia pedido na última quarta-feira (10) que a dívida começasse a ser cobrada e que os pais fossem intimados imediatamente para pagar o valor total acumulado dentro do prazo legal de 15 dias. A ação foi aberta em fevereiro de 2024, na comarca de Ituporanga, no Vale do Itajaí.
Órgãos de fiscalização — entre eles a Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Tutelar — constataram que as cadernetas das três crianças estavam em branco, sem registro de nenhuma vacina. Os pais disseram que interromperam as doses depois que um dos filhos teve uma reação severa aos 6 meses de vida; hoje ele tem 9 anos. Eles relataram febre alta e fraqueza extrema e decidiram suspender também o plano vacinal dos outros dois filhos mais novos.
A Justiça mandou fazer perícia com uma especialista em alergologia e imunologia. O laudo concluiu que o episódio não foi anafilaxia, mas um Episódio Hipotônico-Hiporresponsivo (EHH), evento adverso raro, de curta duração, sem sequelas neurológicas e que não impede a continuidade do calendário vacinal. A médica perita afirmou no processo que os benefícios globais e individuais da imunização superam os riscos e que não há evidência científica nem contraindicação médica para privar qualquer uma das três crianças do plano vacinal.
O que fica para a família
Na decisão, Eduardo Felipe Nardelli também determinou que, quando os pais levarem o filho mais velho ao posto de saúde para atualizar o esquema vacinal, a pentavalente comum seja trocada pela DTPa (acelular), por causa da sensibilidade já apresentada à vacina anterior. O juiz escreveu ainda que a vacinação infantil é obrigatória no Brasil, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal, e que o direito à saúde e à vida dos filhos menores se sobrepõe ao poder familiar e à liberdade de convicção dos pais.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), os pais contestaram as informações de que estariam desobedecendo as ordens de forma deliberada. A defesa disse que o casal buscou os órgãos públicos e fez requerimentos administrativos para obter um cronograma seguro de recuperação do calendário vacinal das crianças, com base nos protocolos oficiais de saúde. Também afirmou que eles enfrentam limitações financeiras, não possuem patrimônio relevante e que manter a multa comprometeria a subsistência da família.
Eduardo Bastos, advogado da família, disse que as multas podem ser revistas pelo Judiciário quando se tornarem excessivas, podendo ser reduzidas, suspensas ou excluídas conforme a evolução do cumprimento da obrigação. Em vídeo nas redes sociais, Heins Hackbarth Junior afirmou que o valor cobrado é desproporcional aos rendimentos da família e disse: “Eu e minha esposa identificamos que a vacinação se tornou uma ameaça à segurança e à vida do nosso filho mais velho e nós não queremos pagar para ver se a vacinação também vai se tornar uma ameaça para a segurança e para a vida dos nossos outros dois filhos”.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recomenda que todos verifiquem a caderneta de vacinação e procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar as doses em atraso. A imunização é gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde do SUS, com mais de 20 tipos de vacinas contra poliomielite, sarampo, coqueluche, meningite, febre amarela, HPV, influenza e Covid-19. Arieli Fialho, gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de SC, afirmou: “A imunização é uma das estratégias mais eficazes e seguras para prevenir surtos, internações e mortes causadas por doenças infecciosas. Além da proteção individual, as vacinas contribuem para a imunidade coletiva, protegendo inclusive pessoas que não podem ser vacinadas, como imunossuprimidos”.
Fonte: Éder Luiz Notícias
Participe de nosso
Grupo no Whatsapp
‘Mamãe Noel’ é absolvida pela morte de ‘Papai Noel’ em Santa Catarina
Lei Seca completa 18 anos com redução de mortes no trânsito
Homem é esfaqueado por colega de trabalho em frente a empresa no Oeste de SC
Tangará forma 159 crianças nos projetos Golfinho e Bombeiro Mirim
STF anula absolvição de empresário acusado de estuprar influenciadora
TJSC reduz multa de casal que não vacinou filhos em SC
Ex-jogador de futebol Brasão e empresário são mortos a tiros em SC
Com Selo Arte, agroindústria Só Mel leva produtos de Treze Tílias à ExpoSuper 2026 em Balneário Camboriú
Treze Tílias recebe intervenção cultural gratuita “Lá Vem a Bonita!” neste domingo (21)
Macieira participa de debate do Colegiado Regional da Defesa Civil visando ações preventivas para El Niño
Polícia Civil recebe nova viatura para reforçar segurança pública em Água Doce
Incêndio mobiliza bombeiros e Defesa Civil em Jaborá
Operação da Polícia Militar Ambiental prende quatro pessoas por caça ilegal em Ibiam
Onda de frio derruba temperaturas em SC com o início do Inverno
Morre aos 85 anos o delegado aposentado e ex-vereador Mário Wolfart, em Joaçaba
Homem é condenado por tentativa de homicídio contra ex-namorada em Piratuba
Vídeo: Agricultor transforma plantação de alface em homenagem ao Brasil e ao neto recém-nascido
Produtor rural tem mão transfixada por peça de plantadeira em Fraiburgo
Cápsula com Césio-137 desaparece e mobiliza autoridades na Argentina
Acidente entre ônibus e van escolar deixa sete crianças feridas no RS
Arena SENAI apresenta cursos técnicos gratuitos e oportunidades de carreira para estudantes da região de Luzerna
Pinheiro Preto abre concurso público com vagas para níveis fundamental, médio, técnico e superior
Polícia Civil investiga morte de idosa em Capinzal
Anvisa libera polilaminina para jovem em Curitiba
Homem condenado por homicídio e roubo é preso após tentar fugir da Polícia Militar em Herval d’Oeste
Treze Tílias sedia 1º Encontro do “Juntos Pelo Agro” para fortalecer a ovinocultura e o trabalho técnico em SC
Professora é condenada por maus-tratos contra aluno autista de 4 anos
Incotril destaca força de Treze Tílias durante participação na ExpoSuper 2026 em Balneário Camboriú
Pais levam multa de R$ 936 mil por não vacinar filhos em SC
PM Ambiental apreende carne de caça e armas em operação na região
Macieira recebe veículo 0 km de R$ 147 mil para reforçar atendimento no setor da Saúde
Carlos Alberto Parreira é internado na UTI e recebe suporte respiratório
IFC Luzerna inaugura restaurante estudantil com preços acessíveis para alunos
Jovens são resgatados do carro após colisão em carreta estacionada
Água Doce intensifica limpeza de galerias pluviais e bocas de lobo para prevenir alagamentos
Justiça muda regras sobre criação de pit bulls em SC
Caminhoneiro de Irani que morreu em acidente com trem é sepultado
Projeto Recicla Iomerê inicia no CEMI e mobiliza comunidade por sustentabilidade
Senador Jaques Wagner é alvo de operação da Polícia Federal que investiga esquema ligado ao Banco Master
Baile de São João reúne idosos em tarde de confraternização em Arroio Trinta
Boletos da Taxa de Coleta de Lixo ainda não estão disponíveis em Ibicaré
Após pressão, ANTT fará audiências em Joaçaba e Concórdia sobre concessão das BRs 282 e 153
Acidente com caminhão provoca bloqueio da rua para troca de poste em Videira
Copa 2026 abre segunda rodada com quatro jogos